Um comitê recebe uma proposta com uma solução detalhada, uma longa lista de requisitos e um modelo financeiro atraente. A conversa volta a perguntas básicas. Que problema está sendo resolvido? O que essa iniciativa substituiria? Quem pode absorver a mudança? Por que a decisão precisa acontecer agora?

A análise pode ser substancial. Ainda assim, o caso pode precisar ser reconstruído antes que a empresa consiga decidir.

PIBAT coloca em evidência cinco dimensões conectadas: Problema, Impacto, capacidade de financiar e absorver, Arquitetura de aprovação e Temporalidade. Cada uma torna explícita uma condição diferente, e uma dimensão frágil pode comprometer uma proposta aparentemente completa.

A capacidade de financiar e absorver, por exemplo, vai além da disponibilidade de recursos financeiros. Uma iniciativa também compete por capacidade operacional, atenção da gestão e capacidade de absorver a mudança. A Arquitetura de aprovação inclui a sequência pela qual os responsáveis pelo risco e as autoridades de decisão podem construir confiança.

A preparação se torna visível quando as alternativas são comparáveis, as premissas explícitas, as consequências defensáveis e o caminho de execução confiável. O valor do modelo é a conversa que ele torna possível antes que uma iniciativa chegue ao comitê.

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